<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293</id><updated>2011-07-08T00:46:02.492-03:00</updated><category term='metalinguagem'/><category term='pensar'/><category term='sentido'/><category term='escrever'/><category term='sentimentos'/><category term='natal'/><category term='namoro'/><category term='improbabilidade'/><category term='frieza'/><category term='viver'/><category term='ano novo'/><title type='text'>Filosofia de Pé Quebrado</title><subtitle type='html'>O nosso mundo é uma coisa estranha, cheia de contrastes e contradições. Alguns dizem que ele está perdido, outros dizem que o futuro é a esperança... E outros estão muito ocupados olhando para seus umbigos, e não dão a mínima para o mundo. Discutindo problemas, questionando nosso estilo de vida, mesmo não sabendo o que é a vida... Ou simplesmente pirando. Enfim, fazendo filosofia de pé quebrado.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-7211024931936615603</id><published>2010-05-25T23:12:00.002-03:00</published><updated>2010-05-26T00:05:34.637-03:00</updated><title type='text'>Esse sentimento difuso...</title><content type='html'>Começo com mais um lugar-comum nesse blog: deveria estar dormindo. Já estou num regime de menos de 8 horas de sono - aulas à noite e de manhã -, e o recomendável seria que eu tivesse, no mínimo, umas 7 horinhas, 7 e meia... Mas talvez não consiga dormir justamente por ter tantas coisas na cabeça.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dessa vez, não há um foco principal com o que teorizar - nos 15 minutos que compõe a viagem de carro da UnB até a minha casa, já foram tantas coisas diferentes que não saberia nem mais recontar a linha básica do que pensei e senti...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ultimamente ando lidando com estranhos sentimentos difusos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aqueles sentimentos que parecem não ter um nome definido, não parecem ter uma causa nítida em que se repousar, mas são fortes o suficiente para se materializarem em apertos de garganta e até mesmo lágrimas sem conseguir saber um motivo, uma causa de reação.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que isso sou eu saindo da "lua-de-mel" com Brasília para perceber que, não, as decepções e as dificuldades e a sensação de solidão não ficaram para trás lá em Curitiba?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que, fora da minha confortável torre de revolta do Ensino Médio, eu não estou descobrindo que sou muito mais fraca e mesquinha do que pensava que era?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que alguma soma de acontecimentos e pessoas na minha vida minaram minha autoconfiança de uma forma silenciosa e gradual, e me fazem parecer, agora, pequena e indefesa?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que é alguma coisa química maluca do meu cérebro, ou alguma alteração corporal, que magicamente fez uma situação que não teria razão para drama algum parecer tão desanimadora por vezes?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que estou dormindo pouco, simplesmente?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bem, no final das contas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não sei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-7211024931936615603?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/7211024931936615603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=7211024931936615603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/7211024931936615603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/7211024931936615603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2010/05/esse-sentimento-difuso.html' title='Esse sentimento difuso...'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-7341849748098064385</id><published>2009-12-13T23:03:00.005-02:00</published><updated>2009-12-13T23:07:34.970-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ano novo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentido'/><title type='text'>Feliz Natal? Feliz Ano Novo?</title><content type='html'>Engraçado como um único sinal gráfico muda muita coisa: As frases do título são perfeitamente normais para esta época (mesmo que atrasadas), e estariam completamente nos conformes se não fossem aqueles dois pontos de interrogações, enormes e desengonçados, atrapalhando os anos de tradição por trás deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu gosto de pontos de interrogação, com aquela curvinha engraçada para trás que parece uma orelha com um brinco, aquele formato desengonçado que destoa tanto das outras letras mais regulares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também gosto muito do que ele significa: Com sua curva, nos faz voltar para a frase que foi escrita e vê-la de uma forma diferente: Não é uma afirmação, e sim uma pergunta, um questionamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, obviamente, como a chata que sou, adoro questionar as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma breve análise do ponto de interrogação, sua forma e significado, percebo que, além do ponto de interrogação na frase, não entendo mais nada do título que escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que já ouvi, e a educação me obriga a falar cada uma das duas frases inúmeras vezes por ano, principalmente nesse último mês, mas de alguns anos para cá, elas simplesmente entalam na minha garganta e deixam um gosto amargo, de tão constrangida que fico em falar. Não saem com naturalidade, ou pelo canto da boca, ou até mesmo não falo, se ninguém falar para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não sou uma pessoa amarga que não gosta de Natal nem de Ano Novo, ou que despreza essas festas por uma questão de princípios estranha. Na verdade, acho bonita a simbologia e a mensagem que cada uma passa (embora o consumismo natalino me deixe enjoada)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o meu problema:Feliz Natal, Feliz Ano Novo... Qual é o sentido disso?Afinal, o porquê eu acho que consigo compreender: Falamos isso por costume, ou por sermos educados, ou para NÃO sermos mal-educados de não desejar a alguém um feliz natal quando TODOS falam isso... Mais um dos tantos rituais repetidos à exaustão... Mas e daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queremos dizer com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o comecinho de um texto do final do ano passado, que não postei por razões que agora já me escapam - mas um ano depois, o sentimento continua - por que, por que, por quê?Já ouço agora a voz de um certo srto. Gomes, balançando a cabeça: "mas por que você precisa implicar com o sentido das coisas, Lis"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois preciso - cada vez que sinto que faço algo via piloto automático, sinto que preciso sentar um pouquinho para pensar na razão para isso. Nem que seja qualquer razão sentimental ou transcendental ou espiritual ou deu-na-telhal... Mas uma razão deve ter. Digo, além da convenção social e tudo o mais. Porque eu acredito que as coisas não começam do nada - mesmo que a razão seja totalmente diferente, com um significado que já morreu ao longo das eras, havia uma razão inicial que fez tudo começar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha implicância com o sentido, agora, é que eu não sou lá muito fã de ficar carregando coisas mortas e deturpadas comigo sem saber - imagine só sua vida toda carregando carcaças sociais, que já perderam o seu sentido mas continuam, apodrecidas, fedidinhas, perpetuando-se onde não há ar fresco que as ressignifique e traga de volta à vida, ou deixe-as descansar em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Tenho aquela imagem mental das pessoas com um barbante amarrado no pulso, segurando balões de gás com expressões-zumbis-fantasmas, alegremente passeando enquanto uma cena digna de jogos mortais se passa acima delas... mas aí já é minha imaginação hiperativa em uma hora avançada.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, de tanto enrolar o texto não ficou sobre natal, ou sobre ano novo, mas sim sobre como todos nós fazemos tantas coisas assim, do nada, sem parar para pensar no que queremos realmente dizer. Isso não é meio que uma falsidade ideológica, quase? Sair falando coisas para as pessoas, com um ar de vagamente (ou até falsamente) contente, sem saber o que exatamente desejamos? O natal, o ano novo... me parecem palavras carregadas de significado simbólico, veja quantos séculos tivemos para acumulá-los... Mas coisas com tantos significados podem também acabar não tendo significado algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal, então, é o que? "ganhe um monte de presentes, encha a cara e coma coisas gordurosas?", ou talvez "faça a festa perfeita e estressante para todos os seus familiares e tente evitar as brigas entre adultos e bagunça entre crianças?" ou "lembra lá daquele menininho que supostamente nasceu há 2000 anos atrás, todo pobrezinho, mas na verdade era pra ele salvar o mundo?" ou, ou... E olha que eu não vou nem começar no ano novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja sendo boba. Oras, talvez as pessoas só queiram dizer "seja feliz nessa época do ano que é o natal". Mas aí voltamos para o significado do natal - afinal, ninguém sai dizendo "feliz dia de hoje!" ou "seja feliz" todos os dias. Será que não é um desejo, mas um dever, que sejamos felizes no natal, no ano novo ou no nosso aniversário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, já compliquei tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarisse Lispector já dizia que só com muito trabalho que conseguia a simplicidade... E com esse emaranhado de coisas complicadas, concordo plenamente com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como sempre faço na vida real, ao invés de arrumar toda a bagunça que faço (só que, ao invés de serem roupas e CDs e muitos papéis, são idéias), simplesmente deixo tudo lá, empilhado em um equilíbrio precário e fantasticamente desafiador da gravidade, deito-me em minha cama e durmo feito um pedregulho. Não tenho pretensões de ter todas as respostas, nem mesmo de fazer as indagações certas - não tenho nem o diploma nem o talento - então só fico pirando aqui sozinha, na tranquilidade de que poquíssimos vão ler, mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fica a pergunta: o que significa dizer "feliz natal", ou "feliz ano novo"? Tento construir meu significado - ou substituir por uma frase um tantinho mais criativa quando tiver que falar. E assim caminha o pensamento, e assim eu caminho para minha cama.&lt;br /&gt;Boa noite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-7341849748098064385?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/7341849748098064385/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=7341849748098064385' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/7341849748098064385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/7341849748098064385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2009/12/feliz-natal-feliz-ano-novo.html' title='Feliz Natal? Feliz Ano Novo?'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-4635227109155911001</id><published>2009-12-10T23:24:00.002-02:00</published><updated>2009-12-11T00:03:41.899-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='viver'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pensar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metalinguagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escrever'/><title type='text'>Tempo de Viver</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ccccff;"&gt;E lá vou eu ver o blog de novo, e perceber que já faz quase meio ano que eu não escrevo nada... Aliás, vejo meu diário, meu caderno de poesias, até mesmo minhas idéias de histórias e... nada. O pouco que eu escrevo são os trabalhos de faculdade, as conversas paralelas no caderno de introdução a filosofia e uma ou outra charge mal-desenhada com os Nietzsche, os deuses do olimpo e Hans Kelsen...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas acho que não vim aqui para falar de meus desenhos, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é que, com tanta coisa acontecendo, parece que eu não tenho nem mais tempo de escrever... Ou será que tenho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando paro e penso, vejo que escrevia muito mais em épocas em que tinha, sim, montanhas de coisas para fazer - vide época de cursinho - mas parei de escrever justamente quando tinha algum ócio. Não posso julgar essa "abstinência" pela falta do que comentar, ou pela falta de pensamentos bizarros para me levar a escrever - afinal, tem tantas coisas acontecendo, e tantos pensamentos interessantes e dignos de se escrever sobre, que eu até fico perdida, sem saber por onde começar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro que até os 15 anos, escrevia muito - terminei um caderno grande, cheio de comentários, fácil, fácil... Mas, assim que comecei a namorar pela primeira vez, parei de escrever tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que isso tem a ver com a história toda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a conclusão a qual eu cheguei é que a falta de tempo ou vontade ou paciência para escrever não vem, de fato, do tempo, ou quantidade de assunto, ou volume de coisas que estão acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que simplesmente tem horas que eu não paro para escrever porque estou muito ocupada vivendo. Veja bem, isso não significa que eu não viva direito quando esteja escrevendo - é só que, às vezes, tenho sentimentos tão preciosos e aparentemente comuns que qualquer tentativa de escrevê-los me colocaria naqueles clichês bobos, que eu quero evitar a todo o custo. Ou também porque aproveito cada momento exatamente tal qual ele é, sem precisar repensar ou reciclar ou colocar em palavras, pois só o fato de eu ter vivido aquilo já basta em sua totalidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único problema que isso me causa, naturalmente, é que eu deixo de ter uma chance de olhar para trás e ouvir da minha própria voz (ou, no caso, de meus próprios dedos), o que eu pensava e sentia naquela época -e não uma memória já mudada, envelhecida junto comigo. Eu vejo que até os textos que eu considerava mais bobos são vivos e tem algum significado quando eu volto para lê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí eu me lembro do porquê de eu estar aqui, de eu manter um blog que seja - não para a posterioridade, nem necessariamente para os outros (que têm uma paciência de ouro para aguentar as minhas pirações aqui), mas sim para que eu também possa olhar para trás e ver quem eu fui, para entender quem e por que eu sou o que sou agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o que sou é sempre mutável - ainda procuro entender o que pode ter restado de estático em minha vida, se há uma essência de Luisa ou apenas marcas que a vida deixou interagindo com marcas que a vida ainda quer deixar. Já fui extrovertida, já fui tímida, já fui manhosa e estóica, já fui amarga e otimista... Mas talvez haja uma coisa genuinamente minha, uma alma (quem sabe?) que guarde algumas diretrizes básicas para o mundo e minha teimosia construirem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que isso também muda com o tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é findo meu tempo e a bateria do laptop, ainda tenho algumas pendências antes de acabar o semestre, e nem a própria autora aqui aguenta tantas "metablogagens", mil e uma justificativas do porquê de escrever ou não, que acabam tomando uma enorme parte das minhas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despeço-me então, com uma (talvez vã) promessa de tentar registrar os momentos tão bons que vivo, até mesmo quando difíceis, nunca em sua totalidade, mas pelo menos algumas fotografias de letras para que possa lembrar o quanto me sinto viva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei pois conciliar meu tempo de viver com o tempo de escrever.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-4635227109155911001?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/4635227109155911001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=4635227109155911001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4635227109155911001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4635227109155911001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2009/12/tempo-de-viver.html' title='Tempo de Viver'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-5262422354788958639</id><published>2009-07-26T22:40:00.002-03:00</published><updated>2009-07-26T22:46:58.079-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>...e quando falo que vou tomar vergonha na cara e atualizar isso de vez em quando, me acontece uma dessas... Desde novembro, imagina só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, mas não posso dizer que a vida não estivesse complicada o suficiente - vestibular, cursinho, final de namoro, começo de namoro, rolos intermediários e ah, sim, mudar de cidade... É, acho que não dá exatamente muito tempo para sequer pensar em escrever em um blog que ninguém lê mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se me manifesto aqui agora, é talvez mais para afirmar minha diferença em relação a quem eu era no último post do que qualquer outra coisa... Porque se teve uma coisa que não deixei de fazer desde a última atualização, foi pensar. Exaustivamente, quase excessivamente, alguns diriam, mas estava lá, sempre pensando. Uma ou outra poesia ainda saiu, meus diários de papel e caneta continuam sendo molestados com minha letra horrível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que não quero dizer que um pequeno post em homenagem a alguém que agora é um ex- seja obra de alguém que não pensa  - é até bom ler, reler, entender o sentimento racionalmente agora e digerir tudo - mas agora que "os rolos são outros", fica estranho ter ainda aquele post como o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uau, quanta enrolação... Mas o sono, de um lado, e a total necessidade de segredo das coisas que realmente me preocupam me fazem parar por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-5262422354788958639?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/5262422354788958639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=5262422354788958639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/5262422354788958639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/5262422354788958639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2009/07/blog-post.html' title=''/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-4691954487964679153</id><published>2008-11-27T14:19:00.002-02:00</published><updated>2008-11-27T14:22:33.685-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='namoro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='improbabilidade'/><title type='text'>Uma história improvável...</title><content type='html'>&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;No livro “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams, havia uma nave movida à improbabilidade, que, por acaso, era a mais rápida de todas. Afinal, era tão improvável que alguém conseguisse chegar de um lado ao outro da galáxia em poucos segundos, ou até mesmo viajar no tempo, que, se o motor tivesse a improbabilidade do evento como combustível, tornaria isto possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Não estou aqui hoje para discutir paródias inteligentíssimas de ficção científica, na verdade – mas sim, para falar de outra história movida à improbabilidade. Não é uma história de universos, ou mesmo de aventura – é uma simples história de duas pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Não digo “era uma vez” porque não é nenhum conto de fadas, mas em algum lugar no tempo e no espaço havia duas pessoas com probabilidades praticamente nulas de se conhecerem. Entre 190 milhões de brasileiros, e ainda 600 quilômetros de distância que os separavam, pode-se dizer que, se não houvesse nenhum fator que os unisse, eles nunca se conheceriam – e este era realmente o caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;br /&gt;Ela dizia que pensava de mais, enquanto ele tinha como filosofia não pensar. Ela era pequena, mas subversiva e sem medo de usar sua capacidade de intimidação, enquanto a altura incomum dele mal mascarava uma disposição dócil e pacífica. Se, apesar da improbabilidade, viessem a se encontrar em um contexto normal, provavelmente não se falariam – ela que era naturalmente mais solitária, e ele que tentava se encaixar em um grupo que provavelmente não toleraria conversar com “a menina estranha”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Mas eis que, no contexto mais improvável possível, os dois se conheceram: do outro lado do Atlântico. Quase duas semanas morando no mesmo prédio, porém, provavelmente não seria o suficiente para que vissem além da superfície do outro: que ela visse a fagulha de profundidade e inteligência por trás do exterior típico de adolescente indiferente, e que ele visse a humanidade por trás da fachada de ferro. E, mesmo que vissem o que havia de diferente no outro, seria altamente improvável que fizessem qualquer coisa a respeito em tão pouco tempo – ainda mais com a diferença de idade “para mal”: altamente improvável que se envolvam com mulheres mais velhas assim, de cara. Talvez mais improvável ainda seja que a iniciativa tivesse partido dela – e ainda mais improvável que ela quase tivesse ouvido um “não” e continuado a insistir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;&lt;br /&gt;A probabilidade de eles terem acabado juntos está tão perto de nula que as chances são desprezíveis – ainda mais com a consciência do tempo curto que tinham. E isso sem falar da probabilidade de continuarem juntos mesmo depois de voltarem ao Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Estatisticamente falando, namoros à distância tendem a durar menos, seja pela saudade que tanto incomoda ou pela maior probabilidade de traição. É altamente improvável que eles tenham conseguido, e mais, que tenham se ajudado mutuamente a até mesmo consertar alguns aspectos da vida do outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#99ff99;"&gt;Considerando-se tanto os tempos em que vivem, quanto a personalidade de cada um, as chances de dar errado eram enormes e as probabilidades de acerto, mínimas...Mas 4 meses depois, continuamos movidos a improbabilidade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-4691954487964679153?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/4691954487964679153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=4691954487964679153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4691954487964679153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4691954487964679153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2008/11/uma-histria-improvvel.html' title='Uma história improvável...'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-6460136713585832550</id><published>2008-11-24T20:15:00.003-02:00</published><updated>2008-11-24T21:23:28.573-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sentimentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='frieza'/><title type='text'>Não é todo o sentimento do mundo.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Existem pessoas que choram em despedidas, que sorriem e abraçam todos o tempo todo, que sabem ser simpáticas e sociáveis, que gritam de susto, alegria ou surpresa, que pulam e dançam,mostram pena e compaixão, cobrem de elogios e sabem dizer exatamente o que estão sentindo para o mundo inteiro...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas existem também, neste vasto mundo, alguns que não se comovem com nada, dão de ombros diantes da solidão e das despedidas, mal sorriem sem um tiquinho de amargura e se mantém desconfiados de todos que se aproximam um pouco mais. São pessoas que vêem até as situações mais cruéis ou com potencial para magoar com um olhar clínico e tem como esporte falar para si mesmo as verdades mais inconvenientes, e talvez até deixá-las escapar para os outros. São pessoas sem grandes manifestações de alegria ou até mesmo de tristeza, de raiva contida, assim como gestos e a expressão de quase toda a emoção...  São pessoas frias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Me encaixo na segunda categoria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Já fui chamada, direta ou indiretamente, de uma pessoa fria (criatura perversa que brinca com as emoções de pessoas só porque acha interessante entra na categoria de direto ou indireto?) E não é com autopiedade que digo isso: é quase com um certo orgulho estóico. Diante do que é negativo, a duras penas, consego me controlar relativamente bem: Domino a técnica de não chorar depois de terminar um relacionamento de mais de um ano, a incrível habilidade de sorrir diante das grandes decepções, maquiar uma quase-depressão por "é só cansaço, vou dormir mais cedo" e uma autocrítica dura que não permite que coisinhas bobas como emoções interfiram no relacionamento com os outros.&lt;br /&gt;Quando confrontada com grandes sentimentos positivos, porém, o velho mecanismo também funciona: ser elogiada, quando acontece, provoca uma reação desconfiada e quase hostil, e o fantasma do risco de começar a ser sentimental também me faz calar alguns verdadeiros e bem-merecidos elogios que poderia fazer a pessoas que admiro. Talvez ser extremamente dura comigo mesmo me faça, inconscientemente, ser dura e crítica com o resto do mundo também - Mas não se preocupe, resto do mundo, não hei de submetê-lo à mesma ditadura a qual me submeto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Me torno assim uma pedra, um ser blindado para o bem e para o mal, refletido nos olhos frios que parecem estar olhando para dentro ao invés de para fora...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas eis um segredo, que muitos ignoram: Não sou fria por não ter sentimentos. Sou fria justamente por sentir de mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Parece contraditório, não é? A questão é que sentir e mostrar sentimentos é uma coisa muito diferente...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Começando o mais próximo possível de uma análise histórica, sendo que minha história não excede nem mesmo duas décadas de existência, é que se percebe a natureza da minha frieza. Eis que houve um dia uma menininha exuberante e extremamente afetiva, que tecia comentários sobre tudo e todos e não tinha tanto medo de falar com adultos... Mas ela tinha uma falha fatal e imperdoável:  era sensível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Na infância, fora os barulhos altos, boladas e briguinhas que a faziam chorar, tinha um ambiente em que podia afundar-se nos livros e viver no mundo da fantasia, voltando à realidade ocasionalmente para um jogo ou outro...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas quando a adolescência e suas melancolias chegaram, as coisas começaram a mudar. Começou a acordar dos sonhos de infância e entrar no mundo de dissimulação, manipulação e hierarquia social que já se delineava desde o maternal, mas só definia seus contornos mais finos agora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Foi então que ocorreu a segunda "falha trágica" da história: ao invés de se posicionar seguramente atrás de um grupinho, onde os sentimentos expostos e compartilhados seriam parte de um pequeno tesouro comunal que somente se dissolveria junto com as amizades e relativamente protegidos, ela escolheu ( ou foi empurrada para, a depender da interpretação) um caminho alternativo, de mais livros e menos pessoas &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E com isso, inevitavelmente, vieram os ataques.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;De olhares de desdém até difamação, se todos os sentimentos estivessem assim explícitos, metade do tempo se passaria em uma depressão patética - aliás, em alguns momentos, não esteve muito longe disso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mostras as emoções significaria não só conceder vitória a quem queria atormentar, mas também abrir minha vulnerabilidade para o mundo inteiro, e até mesmo suscitar pena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;E pena é a última coisa que eu quero que sintam de mim. Podem chamar de orgulho, arrogância ou até mesmo de vaidade, mas assim como eu só sinto pena de meus piores inimigos, não desejo que sintam pena de mim de forma alguma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Então, depois de chorar no começo, se deprimir um pouco, fui progressivamente endurecendo. Cada decepção com supostas amizades reforçava isso, ao ponto em que estar me sentindo perfeitamente bem sozinha se torna a regra, e não a exceção. Pessoas com as quais eu possa me identificar são vistas com olhos críticos e desconfiados - mesmo que sob um aparente sorriso, a mente aprendeu a trabalhar da forma mais calculista possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Mas por que fazer isso? Por que não só esconder, mas suprimir os sentimentos, forçar uma mentalidade quase de máquina até mesmo em relacionamentos afetivos? É por orgulho? Por defesa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;É simplesmente pelo excesso de sensibilidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Não mostrar sentimentos não significa que eles não existem - eles existem, e em tamanha força que só com uma rígida disciplina pode-se mantê-los em ordem. Chorar apenas à noite, quando todos estão dormindo, descarregar tudo em música, poesia, escapar por algumas horas no mundo da ficção... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Porque as pessoas não merecem ouvir tudo o que sinto: é tedioso até para mim, seria para elas também, não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Para algumas pessoas, não é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;(Ainda) não sou hermeticamente fechada, e de vez em nunca, algumas pouquíssimas e seletas pessoas vêem o que de fato está acontecendo - alguns porque enxergam o que há por trás de todo o sarcasmo, outros porque me conhecem melhor do que eu poderia sonhar em me conhecer - e, o mais incrível de tudo, não saem correndo diante de alguém que se revela ser tão temperamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Meus sentimentos não são o meu "tesouro" que eu só deixo alguns poucos verem - é na verdade a poeira embaixo do tapete da qual algumas visitas tomam conhecimento sem, porém, me criticar por isso - e assim caminha a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Minha definição de ser fria não é a de não ter sentimentos - é simplesmente escondê-los a sete chaves e só realmente compartilhá-los com quem vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-6460136713585832550?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/6460136713585832550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=6460136713585832550' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/6460136713585832550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/6460136713585832550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2008/11/no-todo-o-sentimento-do-mundo.html' title='Não é todo o sentimento do mundo.'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-4786537146695017443</id><published>2008-03-24T17:51:00.002-03:00</published><updated>2008-03-24T18:12:28.287-03:00</updated><title type='text'>Minha auto-ajuda.</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;Não, isto não é uma receita para a sua vida. Na verdade, eu não sei exatamente como é a sua vida porque eu não sou você, e, consequentemente, não sei o que se passa pela sua cabeça. Infelizmente, não sei nem bem o que se passa pela minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;Com o pouco que sei, então, tento delimitar e resolver minha situação da melhor forma que posso: escrevendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Minha Auto-Ajuda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Preciso voltar a escrever, e não é por vaidade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não é para deixar a minha marca no mundo,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nem para extravasar minha criatividade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Não é para me distrair no tédio,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Nem para que os outros leiam.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Escrevo unicamente para mim.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para minha sanidade mental.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque meu interior se inunda de emoções que nã oposso demonstrar.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque o exterior é tão hostil que a tempestade interior é minha única alternativa de refúgio.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque a depressão está do outro lado, me chamando, e a apatia da auto-piedade parece tão confortável...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque as veias do meu braço pulsam tão azuis e frias, quando eu quero sentir quente e vermelho.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque quero ser uma rocha, quando tudo o que tenho é um coração de manteiga e uma casca de fel...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque minha garganta dói de engolir sapos, abacaxis, meu orgulho e tantas lágrimas...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque me sinto acuada por bolhas de mundo cor-de-rosa, com suas risadinhas que me reviram o estômago, que escondem a inveja e crueldade...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porque, se eu falo alto, todos dizem que não está acontecendo nada.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Assim esparramo minha vulnerabilidade no papel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Domando a tempestade com palavras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mãos escoando o que me arranha a garganta&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Me acalmo, vou lamber minhas feridas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aguentar as pedras e mais um dia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sem quebrar, mesmo com tantas rachaduras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para quando me levantar,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quando a cobra tiver de volta seu veneno&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Erguer escudos com casquinhas de feridas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Transformar cada ferida em uma lição&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;A antiga tristeza, em desprezo,&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pensar em todo esse processo como uma banalidade corriqueira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;E sorrir.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;Isso foi uma poesia? Não. Sem rima, sem métrica, apenas um desabafo escrito em linhas. Agora, no quesito interpretação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffcccc;"&gt;Se quiser perder seu tempo tentando interpretar, fique à vontade. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-4786537146695017443?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/4786537146695017443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=4786537146695017443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4786537146695017443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/4786537146695017443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2008/03/minha-auto-ajuda.html' title='Minha auto-ajuda.'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-5250437127365478370</id><published>2008-02-15T15:41:00.003-02:00</published><updated>2008-02-15T16:03:48.714-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Muitas vezes eu abria a janela de "adicionar novo post", apenas para ficar olhando para ela e não saber bem o que eu esc&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;rever...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Afinal, que tipo de coisa eu poderia escrever? Falar sobre a situação política, sobre coisas revoltantes, sobre o mundo exterior?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Bem, se alguém quer ler notícias, vai a um jornal ou revista, e não em um blog que ninguém lê. E também não quero perder o tempo de ninguém com um monte de "achismos", sem quase nenhuma base de informação. Afinal, se digo alguma coisa, não quero ser irresponsável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Porém, vou falar então de conflitos interiores? Me afogar no mundinho conflitante chamado "meu cérebro", revirando meus probleminhas? Ih, isso até eu acho chato...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Cutuco minha massa cinzenta com um dedo metafórico, procurando algum assunto para falar. Ah, sim, eu poderia explorar os meus outros lados...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Poderia falar do mundo de ficção que abosrve grande parte do meu pensamento, dos universos que invento ou das histórias que eu crio nos universos de outros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Poderia falar, também, do meu lado ainda criança que coleciona figurinhas com o irmão mais novo, assiste desenho animado e coleciona dragões de todos os tamanhos e tipos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Se isto não fosse um espaço tão púlico, poderia soltar o veneno tão bem controlado na ponta da minha língua e escrachar com muitas pessoas com as quais sou obrigada a conviver... (como ninguém lê isso, às vezes tenho vontade de fazê-lo, mas nunca se sabe...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Há também o lado estudante estressada, que faria deste blog uma agenda/terapia/protesto que, além de ficar monótono, me levaria mais perto do desespero...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Como um daqueles polígonos de inúmeras faces que nós sofremos para estudar na aula de matemática, há muitas faces de uma personalidade em construção que podem ser mostradas e exploradas em um espaço assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Mas, com um título pesado de "filosofia de pé quebrado", me auto-censuro sempre que começo a escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Mas, como ninguém lê nada, ninguém pode nem esperar citações de Kant ou Platão, nem discussões de ordem metafísica (embora este texto seja altamente metalinguístico, se é que isso conta). Quer saber? É só um título. Vou escrever é qualquer coisa mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ccccff;"&gt;Talvez coisas que me revoltem um pouco, mas com uma grande dose de sarcasmo. Então, estejam avisados: aqueles que não conseguem ler um pouco nas entrelinhas e apreciar a arte do deboche não vão entender muito bem algumas coisas... É só uma pena que não se possa perceber tão claramente a ironia pelo papel, e todos precisam até mesmo pensar para ver se o que foi dito era ironia ou não.&lt;br /&gt;Mas pare com os insultos velados, menina, e vá fazer alguma coisa útil que hoje é sexta-feira e você tem algo como, 4 trabalhos para fazer.&lt;br /&gt;Eia... Mais um post introdutório e bizarro onde falei muito e disse pouco. Fazer o que... Isso sou eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-5250437127365478370?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/5250437127365478370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=5250437127365478370' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/5250437127365478370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/5250437127365478370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2008/02/muitas-vezes-eu-abria-janela-de.html' title=''/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-2664547850783503609</id><published>2007-12-20T22:20:00.000-02:00</published><updated>2007-12-20T23:27:04.725-02:00</updated><title type='text'>Depois de muito tempo, voltei...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__QwLmSVSU6s/R2sO5jux0DI/AAAAAAAAAAM/kXHLqMH7UW8/s1600-h/olhos+e+franja.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146223381207699506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__QwLmSVSU6s/R2sO5jux0DI/AAAAAAAAAAM/kXHLqMH7UW8/s320/olhos+e+franja.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De repente, me lembro que já tive um blog, e resolvo revitalizá-lo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parece uma explicação convincente? Não é.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afinal, para alguém que exige coerência nas causas e efeitos, para explicar minha volta é preciso também explicar minha ausência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu poderia culpar o caos do Ensino Médio por isso, mas eu sei que já comecei este blog no ensino médio, e conseguia escrever mesmo com tantas coisas a fazer. Assim, a culpa é inteiramente minha: Negligenciei a escrita porque me distraí com outras coisas, e esqueci como escrever me faz bem...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um ano e meio, quase, se passou, e aqui estou novamente, pronta para escrever... Me reconheço quando leio o que eu já postei aqui, mas percebo também que estou, de certa forma, diferente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqui está uma garota mais sarcástica e menos tímida, mais desconfiada e com menos expectativas em relação aos outros, com objetivos bem traçados e com sua vida escolar finalmente chegando a um fim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas há coisas que não mudam, e novamente eu me vejo escrevendo uma introdução para esta nova "fase"... Ou não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Penso no que posso escrever: às vezes ando muito alienada para conseguir criticar aspectos atuais da sociedade, e às vezes me afogo em meus sentimentos e devaneios pessoais - mas ao mesmo tempo sei que isto é imensamente CHATO para se ouvir (ou, neste caso, ler).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em um momento de auto-análise, percebo que não gosto de falar muito de meus problemas com medo de parecer reclamona e cansar meu interloucutor com meus probleminhas bobos...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por isso prefiro só chorar á noite, sozinha, quando ninguém mais pode me ouvir, me julgar ou o pior de tudo: sentir pena de mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Portanto, acho que procurarei não falar tanto de meus sentimentos - embora eles permeiem minhas opiniões, sem dúvida, não quero expô-los para quem, com certeza, não quer saber de coisas tão insignificantes quanto meus sentimentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Assim sendo, ainda pode-se esperar de tudo neste espaço: Não tenho a pretensão de me dizer filósofa, a não ser que se considere o sentido original da palavra: philia = afeição,  e sofia= sabedoria, conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que quero, e o que busco - mas ainda sim, com o pé quebrado por minhas limitações de menina de 16 anos. Menina, sim: imagine só, ter pretensão de já ser mulher como muitas têm... Não. Sou menina mesmo, não sei nada deste mundo, muito menos desta vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só sei que nada sei, já disseram muito antes de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho só este blog, um cérebro cheio de idéias e angústias, e vontade de escrever.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Voilá, aqui está o resultado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas agora, com o sono ardendo em meus olhos e minha mente se embaralhando em pensamentos, sei que minha pouca coerência vai sumir em poucos instantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah sim, a foto? Meus olhos: cansados, desconfiados e com olheiras. Abuso do clichê de que eles são as janelas da alma: aprender a ler olhares é uma arte em que eu ainda quero me aperfeiçoar. O que você pode ler nos meus?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por enquanto, é isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-2664547850783503609?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/2664547850783503609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=2664547850783503609' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/2664547850783503609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/2664547850783503609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2007/12/depois-de-muito-tempo-voltei.html' title='Depois de muito tempo, voltei...'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__QwLmSVSU6s/R2sO5jux0DI/AAAAAAAAAAM/kXHLqMH7UW8/s72-c/olhos+e+franja.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-114834843454849623</id><published>2006-05-22T21:16:00.000-03:00</published><updated>2006-05-22T22:40:34.573-03:00</updated><title type='text'>Religião, Política e um Cachecol</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Depois de uma semana de ausência (por falta de tempo, pra variar, já que eu estava fazendo lição de casa, ou ensaiando, ou..., ou...), cá estou eu novamente, e, como das outras vezes, revoltada com alguma coisa... Mas, como diria Jack, o estripador, vamos por partes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só por ser uma menina esquisita e subversiva, se revoltando com coisas que são motivo de indiferença para outros, não quer dizer que eu seja uma garota normal. Afinal, eu não dedico toda a minha vida aos estudos e à crítica social, mesmo que esse blog até faça parecer - Também tenho algumas atividades consideradas até como "símbolo da opressão feminina", como bordar, por exemplo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com muito orgulho, comecei a fazer um cachecol no tear de preguinhos que aprendi a manusear recentemente, e já bordei algumas almofadas, quadros e até um dragão... Se eu tivesse um mínimo de coordenação motora para todo o resto, alguns diriam que sou uma menina "prendada".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na verdade, às vezes eu não bordo ou faço cachecóis para ganhar dinheiro ou até mesmo para mim: Faço de presente para pessoas especiais, ou simplesmente sem plano algum, apenas como terapia para esvaziar minha mente, e espero uma ocasião para dar de presente o que fiz. Mas, em todo o caso, por que falar do meu cachecol?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez porque, mesmo que assuma o papel de figurante, ele estava presente na cena curiosa que quero relatar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu estava fazendo as primeiras linhas do cachecol, guiada por minha querida madrinha, quando minha mãe chega do trabalho, tarde da noite. Fico sabendo, então, que o atraso se deve a uma grande reviravolta em nossa querida política: O Procurador Geral, que tinha sido eleito pelos próprios procuradores, foi deposto por capricho do novo Ministro da Fazenda, e em seu lugar veio um "amiguinho" do tal novo ministro, que, pelo que indica, não é tão competente quanto o último.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Engraçado, parece que eu já vi essa cena antes...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez desde o começo da República Romana...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez desde que os chefes dos "genos" gregos favoreciam seus parentes mais próximos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, por que eu fiquei tão revoltada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bem, a princípio, dizem que estamos em uma democracia. Alguns, até dizem que, no papel, poderíamos até ser uma social-democracia, com o governo assistencialista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só no papel, e nos sonhos mais utópicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não chamaria de democracia o lugar onde uma votação é ignorada para se colocar um "amiguinho" no cargo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu não chamaria de assistencialista um governo onde nós temos que pagar por escolas, hospitais e segurança privada, quando o governo cobra impostos altos e não consegue dar conta das necessidades até mais básicas da população.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Assim sendo, por que estamos assim? Por que não temos um pouco mais de ética na política?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto passava a lã entre os preguinhos, me punha a pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Talvez seja inerente da natureza humana favorecer os mais próximos deles, ao invés de deixar desconhecidos no cargo, mas seria a democracia uma farsa, um molde a qual o primitivo ser humano não consegue se ajustar? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se roubar de cofres públicos só para acumular mais dinheiro é um instinto de sobrevivência, de garantir sua própria "espécie", é algo justificável?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Somos tão diferentes do animal a ponto de nos disciplinarmos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Somos tão iguais aos animais para justificar nossas atrocidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se sim, por que ainda nos indignamos e lutamos por justiça, por uma sociedade justa que, por sermos animais humanos, não conseguiremos alcançar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Não é uma perspectiva muito animadora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vendo minha expressão contrariada, minha mãe tenta me acalmar: Afinal, não adianta se incomodar com algo que não está ao nosso alcance mudar... Depois de discutir se as coisas estavam melhores com o Palocci, que era um dos pontos fortes do governo Lula e decepcionou com toda aquela história da conta bancária do caseiro, vi que não adianta tentar encontrar uma solução ideal - mesmo se eu a achasse, duvido que alguém fosse escutar. E continuava revoltada com a situação. E, até mais, revoltada por esta situação ser NORMAL no cenário político do nosso país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao externar minhas angústias para minha madrinha, sua visão nas coisas foi diferente: Vinda de uma família pobre e extremamente religiosa do interior, suas opiniões são claras a respeito de tudo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Segundo a bíblia, estamos chegando a um ponto crítico, onde Deus abandonou o homem à sua própria sorte, e virá no fim dos tempos, para julgar os justos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela vê que a decadência moral da sociedade é algo que surge com a modernidade e piora com o tempo, e que não havia isso antes, quando a moral era forte e as pessoas tinham honra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Eu escuto com atenção, mas vejo que não é bem assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Exemplos na história mostram que corrupção foi algo sempre presente em nosso país, desde o princípio. A história dá voltas e voltas, os nomes e as datas mudam, mas há alguma essência nos humanos que não conseguimos mudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minha madrinha crê que é são pessoas sem Deus que são corruptas assim, e quem realmente teme a Ele tem um comportamento voltado para o bem. (ela não inclui, nota-se, muitos pastores corruptos e "católicos por tabela")&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao invés de ridicularizar a religião e a fé, como fazem muitos de meus colegas, a fé é uma das coisas que eu mais admiro;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É um porto seguro, um lugar onde a razão não é necessária. Você diz: "Eu acredito! ", e se apóia na fé quando está perto do desespero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enquanto isso, timidamente, eu e minha frágil razão tentamos encontrar a idéia de Bem, como Platão, ou o Ato Ético Voluntário, como Aristóteles, para encontrar um caminho mais justo em meio a tantos "amiguinhos" do ministro...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas antes de tudo, um passo de cada vez. Agora já está tarde, eu preciso de sono, e não posso nem tentar virar o mundo de cabeça para baixo se não conseguir sair da cama de manhã...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-114834843454849623?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/114834843454849623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=114834843454849623' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114834843454849623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114834843454849623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2006/05/religio-poltica-e-um-cachecol.html' title='Religião, Política e um Cachecol'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-114773896031463719</id><published>2006-05-15T19:32:00.000-03:00</published><updated>2006-05-15T22:12:41.490-03:00</updated><title type='text'>Violência nossa de cada dia.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/1600/n??o"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/320/n%3F%3Fo%20vejo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Me lembro de quando meu cachorro morreu. Foi há menos de dois meses atrás, em um feriado, uma segunda-feira. Ele morreu novo, não tinha nem 4 anos ainda, e eu o amava muito... Passei o dia inteiro chorando, e ainda agora sinto sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de quando meu avô morreu, há 4 anos atrás.Chorei muito também (para o seu consolo, vovô, chorei mais do que para o cachorro), mesmo que soubesse que ele não estava mais doente, e que estava em paz, sua ausência ainda dói para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tsunamis gigantescas no ano passado e retrasado também estão em minha memória: Havia uma brasileira lá, se eu não me engano, que faleceu, e sua família enlutada apareceu até no "Fantástico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vejo, na minha frente, as notícias sobre a onda de violênica aqui no Brasil, feita "pelos brasileiros, para os brasileiros"...&lt;br /&gt;E vejo que, no final das contas, estamos todos acostumados com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem não está acompanhando o caso, um breve resumo pode ser visto no Terra: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/interna/0,,OI1004769-EI7061,00.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;http://noticias.terra.com.br/brasil/guerraurbana/interna/0,,OI1004769-EI7061,00.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Agora, já sabendo o que está acontecendo, que reação podemos ter? Choque? Dor? Medo? Revolta? Desesperança com o nosso país?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Há um leque de possibilidades... Mas só uma delas eu condeno acima de tudo: A indiferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Ao que parece, estamos todos acostumados com as atrocidades que acontecem de quando em quando, algumas em notas breves no cantinho do jornal (ou do site de notícias), alguns que ouvimos falar, e outros que a mídia ignora, por serem comuns... A violência nossa de cada dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Não cabe a mim, uma simples jovem, resolver os problemas de violência do Brasil, afinal não tenho nenhuma influência ou poder que vão além de meu quarto, ou alguma voz que não este blog perdido em um recanto da vasta rede. Mas se ergo minha voz (ou meus dedos no teclado), é apenas para expressar meu espanto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Por que estamos tão indiferentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;É um fato que em um planeta com mais de 6 bilhões de habitantes, não podemos nos chocar ou entristecer para cada inocente que morre em manifestações violentas assim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Mas por que tanta indiferença com o que acontece aqui, e tanto alarde quando um londrino morre vítima de um ataque terrorista?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;O que aconteceu aqui, não é terrorismo também?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Será que o terrorismo dele é "melhor" do que o nosso, para muitos aqui no Brasil darem mais atenção para o que acontece lá fora do que para o que está acontecendo a menos de mil quilômetros de distância?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Chegamos ao ponto em que, de dia, as ruas de algumas cidades estão desertas, e correm boatos de toques de recolher às 8. Será que alguma coisa parecida aconteceria em alguma cidade do "norte desenvolvido" sem que houvesse um enorme alarde da imprensa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Chegamos a uma patética situação, em que até as tragédias valem mais, dependendo do país...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Mas, afinal, vocês devem se perguntar: Por que falar do cachorro, e do avô, que morreram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Bem, chegou a hora de pegar pesado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Vejo aqui, diante de mim, uma estatística fria, realizada hoje, dia 15 de maio, às 14 horas e alguma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataques:&lt;br /&gt;Número total: 180&lt;br /&gt;Ataques a ônibus: 56&lt;br /&gt;Ataques a bancos: 8&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortos&lt;br /&gt;Total de mortos: 81&lt;br /&gt;Criminosos: 38&lt;br /&gt;Policiais militares: 22&lt;br /&gt;Policiais civis: 6&lt;br /&gt;Guardas municipais: 3&lt;br /&gt;Agentes penitenciários: 8&lt;br /&gt;Cidadãos: 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feridos:&lt;br /&gt;Total: 49&lt;br /&gt;Policiais militares: 19&lt;br /&gt;Policiais civis: 6&lt;br /&gt;Guardas municipais: 8&lt;br /&gt;Agentes penitenciários: 1&lt;br /&gt;Cidadãos: 15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;(Fonte: Terra)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;O que para alguns são apenas números, para outros podem significar o mundo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Famílias que perderam seus parentes, talvez alguns que fossem sustentados pela miséria que pagam aos policiais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Mães que choram a morte de filhos, que talvez só estivessem no lugar errado, na hora errada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Se muitos choram a morte de seus bichinhos de estimação, podemos passar reto diante de 81 vidas humanas perdidas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Se nos revoltamos com uma morte por doença, não nos revoltamos com assassinatos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Não estou dizendo que devemos todos ficar permanentemente de luto, já que a violência faz vítimas praticamente todos os dias no Brasil...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Só, por favor, não fiquem indiferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Não deixem que todos fechem os olhos e ignorem o problema, como se nada tivesse acontecido: talvez seja de uma revolta como esta que se comecem a pensar em mudanças. Porém, se cair no esquecimento, a situação só será mostrada de novo quando houver uma catástrofe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Estou sozinha aqui, ou alguém mais acha que a violência não pode ser considerada "normal"?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-114773896031463719?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/114773896031463719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=114773896031463719' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114773896031463719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114773896031463719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2006/05/violncia-nossa-de-cada-dia.html' title='Violência nossa de cada dia.'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-114739968432344858</id><published>2006-05-11T22:43:00.000-03:00</published><updated>2006-05-11T23:08:04.336-03:00</updated><title type='text'>Voto Obrigatório, Chá e Pão Verde.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/1600/escrevendo%20sem%20eu.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/320/escrevendo%20sem%20eu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Com sopa de espinafre e um pão verde no estômago, uma xícara de chá fumegante no meu pensamento e minha querida e amada dissertação à minha frente, desta vez eu não deveria estar estudando: Eu deveria estar é dormindo. Para quem acorda às seis da manhã e vai passar o dia inteiro fora, dormir menos de 7 horas por dia não é muito recomendável. Mas como eu só consegui terminar a dissertação agora, alguns minutos a menos de sono não vão fazer lá grande diferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Em meu terceiro post já é possível fazer uma estatística: 2/3 de meu Blog está sendo dedicado a coisas relacionadas a escola, enquanto o 1/3 restante é uma introdução maluca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Mas desta vez, pelo menos, não estou comentando sobre a própria escola, mas sim sobre "questões maiores", como o voto obrigatório...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;...que, por acaso, é o tema de minha redação de Português.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Uma coisa engraçada é que, quando eu digo para alguém que estou fazendo um trabalho e peço opinião, muitos me olham como se eu fosse uma interesseira, que só está falando do assunto por causa da nota. Mas por acaso algum aluno está proibido de achar interessante a matéria que ele está estudando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Espero que minha pobre dissertação não seja desconsiderada só porque foi escrita para a escola. - Afinal, a questão do voto obrigatório no Brasil É importante, e no texto não está só uma dissertação "que a professora pediu": Lá está a minha opinião, as minhas convicções, e algumas horas de trabalho dedicado, lendo artigos e fazendo inúmeros planos de texto. - E, pasmem: Se interessando por isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Então, senhoras e senhores, o "monstrinho" que ocupou minha tarde (além da dolorosa fisioterapia):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;Voto Obrigatório no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a aproximação da época das eleições, a questão da obrigatoriedade do voto é novamente levantada e largamente discutida. Segundo o § 1º do art. 14 da Constituição Federal, o voto no Brasil é obrigatório para os maiores de 18 anos, ou seja, um direito político por excelência foi transformado em dever legal. Segundo a Datafolha, em 1998, 51,5% da população brasileira pensa que o voto deveria ser facultativo, idéia essa compartilhada por diversos políticos. Estariam eles certos? Para que o regime de governo brasileiro seja efetivamente democrático, qual forma de voto deveria ser adotada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pontos positivos da obrigatoriedade do voto é a contabilização de uma grande quantidade de votos, fazendo ouvir a opinião de toda a população brasileira, mas os que defendem o voto facultativo alegam que a qualidade dos votos é imensamente inferior. Quando obrigado a votar, um cidadão desinteressado não procura se informar sobre os candidatos que escolhe, votando aleatoriamente ou irresponsavelmente, o que não aconteceria se o voto fosse facultativo, onde apenas os interessados votariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, não há divulgação de informação suficiente sobre os candidatos aos cargos do poder legislativo, seja pelo número grande de candidatos ou pela maior importância atribuída pelo povo e pela mídia aos cargos do poder executivo. Somente a informação leva ao voto consciente, seja o voto obrigatório ou facultativo. Na hipótese de uma mudança na Constituição, no sentido de tornar facultativo o voto, deverá haver uma reforma na propaganda eleitoral: Os políticos, além de convencerem os eleitores a votarem neles, terão também que convencê-los a ir às urnas, o que os obrigará a expor argumentos melhores. Além do mais, a “boca de urna” seria praticamente extinta, evitando gastos adicionais com propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores do voto obrigatório, porém, apontam que o exercício da cidadania é constituído não só de direitos, mas também de deveres. Como a democracia é o governo do povo, deve o cidadão escolher seus representantes, já que o poder está em suas mãos. O direito de votar é inerente ao regime democrático, tratando-se, por outro lado, de dever cívico, que deve partir da consciência do indivíduo. Segundo Renato Janine Ribeiro, em um artigo publicado no livro “Reforma Política e Cidadania”, o voto representa a “obrigação ética de participar da coisa pública”: há, portanto, um caráter moral e cívico no dever de votar. A obrigatoriedade pode prejudicar a qualidade do voto, por não necessariamente envolver a consciência do cidadão. O ideal seria que a representatividade do povo se desse de forma voluntária e consciente, e não por imposição.&lt;br /&gt; Assim sendo, mesmo que em menor quantidade, os votos conscientes condizem muito mais com o regime democrático do que o voto obrigatório. Apenas com o voto facultativo, porém, a democracia efetiva no Brasil não pode ser alcançada, já que uma série de medidas, como a conscientização e a educação da população, seriam requisitos necessários para a escolha consciente de nossos governantes, independentemente de ser o voto facultativo ou obrigatório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;O que vocês acham?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Poderia enrolar mais um pouco com minhas bobagens, mas estou com tanto sono que não consigo falar nem mais coisa com coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;Beijos quase sonâmbulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-114739968432344858?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/114739968432344858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=114739968432344858' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114739968432344858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114739968432344858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2006/05/voto-obrigatrio-ch-e-po-verde.html' title='Voto Obrigatório, Chá e Pão Verde.'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-114730413078576082</id><published>2006-05-10T19:02:00.000-03:00</published><updated>2006-05-10T20:35:30.800-03:00</updated><title type='text'>Estudante, profissão em tempo integral.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/1600/estudos....jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6392/2937/320/estudos....jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Para falar a verdade, eu não deveria estar escrevendo aqui, e sim tentando resolver o exercício 80 da página 132 do livro de matemática, estudando sobre ácidos nucléicos e proteínas para a prova de Biologia (que, aliás, é amanhã), fazendo um esboço de argumentos a serem usados na próxima redação de Português e estudando algumas peças de Mozart para violino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Então, me pergunto novamente, o que eu estou fazendo aqui?!?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;A princípio, eu poderia considerar que todas minhas tarefas do dia estão razoavelmente cumpridas: Já tive duas exaustivas horas de aula de violino hoje, fiz todos os outros exercícios de matemática que a professora passou de lição de casa, e estou ouvindo as geniais "músicas de biologia", que falam a matéria em música...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;A princípio, isto não seria o suficiente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Bem... não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Se eu quiser mesmo tocar bem no concerto (que será em menos de um mês), eu PRECISO estudar mais violino...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Se eu quiser tirar uma nota boa em biologia, eu tenho que me certificar de que estou captando TODA a matéria que a professora passou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Se eu quiser manter minhas notas em matemática, tenho que me esforçar para concluir todos os exercícios...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;E, finalmente, se eu quero que meus argumentos da dissertação façam sentido, eu também preciso organizá-los em uma ordem coerente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Talvez esse seja o meu problema: não admitir que alguma coisa seja feita de qualquer jeito. Não sei se sou só eu a afirmar isto, ou se há algum consenso universal quanto a isto, mas eu posso afirmar com clareza:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Estudante é uma profissão integral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Desde quando somos arrancados da cama às seis da manhã até o momento em que terminamos os trabalhos e vamos dormir (o que costuma acontecer por volta de onze horas, meia noite), uma boa parte de nosso dia é dedicado aos estudos. Mas, na verdade, eu não estou reclamando: Estou apenas dizendo que não é fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Estar no ensino médio, aliás, nunca foi fácil: As responsabilidades crescem, a pressão aumenta, e o "fantasma" do vestibular paira sobre todos. O tempo todo também nos falam sobre um tal de mundo: Que temos que nos virar nele, depois que terminarmos o colégio, escolher uma profissão (ou não), ser independente (ou não), enfim... Encontrarmos nosso lugar nesse tal de mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Eu poderia gastar inúmeros parágrafos falando como a vida de estudante é difícil... Mas espere aí: A própria vida tende a ser difícil. Sem esforço, sem sacrifício, as coisas não acontecem. É quase uma lei física, como a lei da inércia: é preciso a atuação de alguma força para que haja movimento. E isto não se aplica somente à escola: Mesmo que você se revolte com a sociedade e viva isolado na floresta amazônica, a sua qualidade de vida vai depender muito do esforço que você emprega em construir uma moradia, caçar alimentos e fazer fogo. Basicamente, não há como escapar do esforço e do sacrifício, não importa aonde você vá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Mas, se pensarmos bem, a escola pode até ser bem fácil: Você acorda na última hora, dorme durante as aulas que você acha menos importantes, cola nas provas, copia trabalhos e lições, e isso só quando é muito importante, e passa todas as tardes saíndo com os amigos e se divertindo. Com uma ou outra recupreação, e bastante sorte no Conselho de Classe, você passa de ano relativamente sem problemas, e não precisa se estressar tanto como aqueles idiotas que se matam de estudar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Mas, além de você perceber que não aprendeu NADA depois que você sai da escola, você está simplesmente perdendo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Quer queira ou não, é preciso ir para a escola, e passar horas escutando o que os professores tem a dizer sobre sua matéria. Por que não escutar? Se colocam a porta diante de você, por que não le levantar, caminhar e abrí-la?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Afinal, você vai precisar fazer aquele trabalho, aquela prova, não importa se você vai se sair bem ou mal. Por que não se sair bem? Por que ficar se preocupando com média, recuperação de matéria e provas de recuperação, quando você pode simplesmente estudar quando precisa, e tirar notas acima da média?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Eu não sei se alguém se permitir a algumas horas de lazer a mais valem a pena, sendo que o dobro de horas que você passaria estudando para a prova serão gastos estudando para a recuperação...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Mas, enfim, não vou ficar esquentando a minha cabeça com o que os outros fazem, e sim esquentar a cabeça com uma caneca fumegante de chá de limão, um bom banho e um forró falando sobre proteínas ^^&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Assim, um resumo de meu dia além das palavras:  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Legenda: Ao fundo, meu quarto. Em primeiro plano, meu livro de matemática, uma partitura, o lindo e maravilhoso DNA que eu monte na última aula, um lápis e uma borracha mordida... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;Me despeço então, "no balanço das proteínas..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-114730413078576082?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/114730413078576082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=114730413078576082' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114730413078576082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114730413078576082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2006/05/estudante-profisso-em-tempo-integral.html' title='Estudante, profissão em tempo integral.'/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-27831293.post-114721180970570335</id><published>2006-05-09T18:08:00.000-03:00</published><updated>2006-05-09T18:56:49.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Se eu me conhecesse e olhasse para este blog, reviraria os olhos:&lt;br /&gt;"Afinal, por que essa guria incompetente não consegue começar nada sem uma enorme introdução?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Eu também me pergunto isso todas as vezes que vou começar alguma coisa (até mesmo um caderno de notas qualquer). Até agora, já pensei em algumas opções:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt; 1) Talvez, por que queira que alguém do futuro, ao ler minhas divagações, entenda o que está se passando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;2)Talvez eu queira esclarecer para mim mesma o que eu vou fazer com o caderno/blog/história/qualquer coisa parecida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;3) Talvez eu queira simplesmente me organizar, e sempre fazer algo com começo, meio e fim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;3)Talvez eu seja completamente maluca e pense que estou me comunicando &lt;em&gt;com&lt;/em&gt; o caderno/blog/história/qualquer coisa parecida, para avisá-lo de sua função.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;4) Talvez esta seja só uma de minhas muitas manias esquisitas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;E, pelo pouco que eu me conheço, posso afirmar que concordo mais com a última alternativa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;A esta altura, um eventual leitor já deve ter telefonado para o hospício para ver se podiam me internar agora mesmo, criar uma ONG para deletar da internet textos inúteis assim, ou simplesmente balançado a cabeça e fechado a janela em que isto estava aberto...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Mas, para os poucos corajosos que me acompanharam até aqui, vamos começar pelo começo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Quem, ó raios, está escrevendo essas maluquices?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Muito prazer, eventual leitor: Meu nome é Luisa, tenho 15 anos, estou no primeiro ano do Ensino Médio, e posso dizer com segurança que sou uma pessoa estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Eu não tenho três umbigos, um olho no meio da testa ou uma língua bifurcada, nenhum problema de saúde sério ou deficiência física, fora 3 graus de miopia e uma leve escoliose. Fisicamente, eu só pareço uma menina séria, com uma timidez confundida muitas vezes com arrogância, com cabelos mais compridos do que a maioria das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;O que diferencia e até chama a atenção são justamente as minhas atitudes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt; Desde ser considerada uma "workaholic" juvenil por ter boas notas e me interessar pela matéria, até não gostar de shoppings e raramente assistir a TV, eu posso afirmar, com certeza, que quebro o estereótipo de "típica adolescente de classe média"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Então, depois de falar tanto de mim, já é possível concluir sobre o que eu vou escrever?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Com um título tão sugestivo, é de se pensar que eu venha discutir grandes questões filosóficas (ou melhor, monologar sobre grandes questões filosóficas, já que o diálogo aqui é entre mim e minha consciência, por enquanto), mas o meu objetivo é fazer uma espécie de caderno de anotações com pensamentos, acontecimentos cotidianos, reflexões e até mesmo coisas de escola: Uma espécie de espaço livre, onde a maluca aqui pode expressar o que se passa por sua mente conturbada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Talvez até mesmo para sentir o gostinho de ser uma "colunista", escrevendo periodicamente (ou esporadicamente), tendo minha opinião considerada por quem quer que venha ler...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Só agora, depois de tanto escrever, é que eu começo a pensar se alguém REALMENTE vai ler este blog, ou se acabarei fazendo como inúmeras donas de fotolog, mandando mensagens por MSN para todos, só para pedirem comentários... Mas, no final das contas, seria muita pretensão minha pensar que alguém consideraria a opinião de uma simples garota que fala, digo, escreve sem parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Talvez por isso "filosofia de pé quebrado": os pensamentos estão ali, as idéias estão à sua disposição - mas sozinha, em meio a tantas opiniões, ela não consegue se locomover direito: Seja por falta de paciência para ler, seja pela imaturidade de meus pensamentos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Afinal de contas, por que eu estou escrevendo isto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Se não é um desabafo para um mundo que não se interessa em me ouvir, talvez algo para mim mesma - só para me assegurar que eu tenho um espaço aqui, para poder falar livremente, mesmo que ninguém me ouça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;E se ouvirem, justamente, é o que mais me interessa: Críticas não só sobre mim, mas sobre tudo. Qualquer coisa, qualquer assunto que se queira falar, eu me interessaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Ha, assim, estou parecendo uma política desesperada por votos... Ou uma maluca desesperada por comentários...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Bem, só o tempo dirá o que pode acontecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;E, neste meio tempo, vou fazer minha lição de casa, que aliás, está atrasada... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;Beijos aos pacientes leitores que chegaram até o final sem uma hemorragia cerebral...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6666cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/27831293-114721180970570335?l=filosofiadepequebrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/feeds/114721180970570335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=27831293&amp;postID=114721180970570335' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114721180970570335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/27831293/posts/default/114721180970570335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiadepequebrado.blogspot.com/2006/05/se-eu-me-conhecesse-e-olhasse-para.html' title=''/><author><name>Lily Dragon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01805369858160840097</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://bp0.blogger.com/__QwLmSVSU6s/R2vLHjux0FI/AAAAAAAAAAY/E-F95F1E1PE/S220/Princ+Joinville0005.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
